AZEITE

Tudo o que você precisa saber sobre AZEITE!

AZEITE

Antes da própria escrita existir, o azeite já estava presente no cotidiano da humanidade provendo inúmeras beneficies: iluminação, aquecimento, tratamentos medicinais, perfumes e, claro, alimento.

Registros arqueológicos colocam a origem do azeite há mais de 6 mil anos. O óleo proveniente dos frutos das oliveiras foi causa principal da prosperidade econômica do reino de Creta e espalhou-se pelo Mediterrâneo pelas mãos dos fenícios. E ainda hoje, é no berço do que conhecemos por civilização que são produzidos os melhores azeites do mundo.

Sua existência imemorial é o que torna este óleo tão corriqueiro em mesas ao redor do mundo. Seja em sua própria casa ou no mais sofisticado restaurante, lá repousará uma garrafa escura e opaca que, com algumas gotas douradas, pode transformar completamente sua refeição.

A popularidade, no entanto, não exime o azeite nosso de cada dia de ser considerado uma iguaria, afinal, o segredo está em encontrar exemplares de mesma qualidade daquele oferecido por Athena aos deuses gregos do Olimpo.

 

SABORES DO AZEITE PELO MUNDO

ITÁLIA

Toscana - complexo e com final apimentado

Riviera italiana - sutil e delicado

NORTE DA ÁFRICA - dourado, límpido e equilibrado

FRANÇA - leve e floral

GRÉCIA - sabor intenso, muito perfumado e rico

ESPANHA - frutados e aromáticos

Catalunha - leve odor de amêndoas frescas

 

Já diziam os sicilianos que o azeite “faz com que todas as suas dores e aflições desapareçam”, é fato que poucos prazeres são tão simples e gratificantes quanto um pedaço de pão banhado em fino azeite - e nada mais.

Sua versatilidade é tanta que, em casa, ele pode ser usado para cozinhar ou fritar, para temperar saladas, completar molhos ou dar o toque final no prato quando este chega à mesa.

Engana-se quem atribui a qualidade de um azeite somente à sua cor ou nível de acidez. As cores do óleo podem variar de amarelo-palha a verde-esmeralda, depende do tipo de azeitona, da época de colheita e da técnica de extração para fazer o azeite. Quanto à acidez, existe uma regulação que classifica Azeites Extravirgens com acidez até 0,8%, no entanto, sem aromas envolventes, sabor agradável e equilíbrio, pouco vale um número em um rótulo.


LENDO O RÓTULO

Azeite de Oliva - Se o rótulo não disser nada mais que Azeite de Oliva ou Tipo Único, este é um azeite de qualidade inferior, que precisou ser refinado e misturado com um azeite virgem ou extravirgem. Não possui nenhum benefício para a saúde e deve ser usado somente para cozinhar e em alta temperatura.

Azeite Virgem - Com acidez maior do que o extravirgem, o azeite virgem é aquele que por conta de defeitos aromáticos ou no sabor precisa passar por uma correção química e, portanto, não é puro. Recomenda-se que use somente para cozinhar.

Azeite Extravirgem - O processo rigoroso de colheita e extração tem como objetivo um azeite perfeito e, portanto, não é refinado e nem possui adição de corretivos químicos. Sua acidez não deve passar de 0,8%. É a designação de mais alta qualidade para um azeite. Pode ser consumido cru ou utilizado no cozimento de pratos.

Azeite não filtrado - Também chamado de “flor do azeite”, é feito de forma rústica a partir de azeitonas picadas manualmente e esmagadas por grandes pedras. Por não ser filtrado, apresenta pequenas partículas do fruto e tem uma grande intensidade de aromas e sabores. Recomenda-se o uso comedido.

Apesar de serem historicamente contemporâneos, o azeite não se assemelha ao vinho no quesito envelhecimento. O ideal é que seja consumido assim que aberto, pois trata-se de um produto muito mais sensível. O armazenamento deve ser feito em local arejado e distante de iluminação. Sempre suspeite de garrafas que não forem escuras e opacas, pois as chances do azeite já estar comprometido são grandes.

 

O AZEITE É DIVINO

Por ser milenar, o azeite está presente em passagens e mitos de muitas religiões, atuais ou não, sendo sempre associado ao divino.

Mitologia grega - A oliveira, para os antigos gregos, era símbolo de paz e prosperidade. Surgindo como um presente da deusa Athena, que fez brotar um galho da árvore para, em seguida, produzir azeite de seus frutos.

Islamismo - No Islã, o profeta Maomé recomendava aos fiéis que se banhassem com azeite, derramando o óleo em suas cabeças e em seus corpos para manter a boa saúde. Até hoje, muitos muçulmanos seguem a prática e usam o azeite para fins medicinais.

Catolicismo - Na Bíblia existem mais de 140 menções ao azeite e a oliveira é igualmente importante, pois é um dos símbolos do elo entre Deus e os homens. Em rituais religiosos, o óleo é usado para unguentos e batizados.

Judaísmo – Moisés recebeu a missão de libertar o povo judeu da escravidão egípcia através de uma oliveira em chamas. A Torá faz muitas referências não só à arvore, mas também ao produto de seu fruto, o azeite.